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O PODER DELE, O DIÓXIDO DE CLORO

O PODER DELE, O DIÓXIDO DE CLORO

Outro dia falamos aqui de um problema bucal que algumas pessoas enfrentam e que é capaz de gerar desconfortos e dificuldades de convívio social: o ​mau hálito​. Hoje iremos dar continuidade ao assunto, mas tratando sobre um produto que é um grande aliado no tratamento da halitose – o dióxido de cloro. Em que consiste o produto O dióxido de cloro é encontrado em ​enxaguantes bucais e atua como um antibacteriano de grande eficácia para prevenir e combater as infecções bucais, além de eliminar aqueles odores terríveis que a halitose provoca. Sendo assim, ele começou a ser prescrito para certos tratamentos periodontais (gengiva e ossos da boca) devido sua ação biológica, que inclusive não causa danos à boca. Esclarecemos, também, que o dióxido de cloro não tem relação alguma com o cloro (que muitas pessoas confundem), mesmo que o elemento cloro seja o elemento ativo. Por que o uso do dióxido de cloro? A justificativa para o uso de enxaguantes bucais que possuem em sua fórmula este composto ativo está no fato do dióxido de cloro remover a placa bacteriana da língua e ainda oxigená­la, fazendo com que as bactérias que causam o mau hálito desapareçam. E, o melhor, tudo isto sem alterar a flora bacteriana normal. O dióxido de cloro possui então uma ação biológica sem ser antibiótico, ele não provoca resistência bacteriana e não altera a microbiota natural da boca. É como se este composto realizasse um dos grandes desafios enfrentados em tratamentos médicos: o de induzir reações químicas sem gerar consequências desagradáveis para o paciente, sem gerar a famosa ação causa e efeito que certos medicamentos...
Uso do enxaguante bucal

Uso do enxaguante bucal

Muito se engana quem acha que o enxaguante bucal tem que arder bastante a boca na hora do bochecho. Produto sempre divulgado na mídia, muitos adeptos não sabem que seu uso requer orientações de um dentista, afinal ele só é benéfico para quem tem doenças periodontais, para as pessoas que não possuem estas doenças o efeito é nulo. Primeiramente é bom frisar que utilizar o antisséptico bucal no lugar da higienização padrão da sua boca é totalmente errado. Somente a escovação e o fio dental são capazes de limpar direito os dentes e a gengiva dos restos de alimentos, combatendo assim as placas bacterianas. Nos casos das pessoas recomendadas pelo dentista a usar o produto, quando aliado a uma boa escovação ele surte efeito, senão ele pode é aumentar o mau hálito. Existem enxaguantes bucais com princípios ativos diferentes, mais um motivo para usar o produto somente sob orientação de um dentista. Há os que são ideais para a higiene pós-cirúrgica, os que controlam a cárie devido ao teor de flúor, os que controlam a hipersensibilidade dos dentes e aqueles que visam acabar com as bactérias bucais. Os antissépticos com álcool estão na lista dos mais preferidos, o que é uma escolha errada. Quem usa enxaguante com álcool acaba por comprometer a resina dos dentes, deixando-os sensíveis aos corantes dos alimentos ou até mesmo aos do próprio antisséptico, ocorrendo uma modificação gradativa da coloração dos dentes. Outras consequências do uso excessivo de enxaguantes é a descamação da mucosa bucal e alteração da eficiência das papilas gustativas. Por isso, recomendamos as opções sem álcool na composição, sem corantes ou agentes...