Os dias de folia estão se aproximando e a contagem regressiva para o descanso e diversão já começou, a gente sabe. O que nem todo mundo sabe é que a famosa azaração, clima de paquera e “ficadas” (como dizem os jovens), o “beijar muito”, é um comportamento que pode ter algumas consequências inesperadas para a saúde bucal e até corporal. Sem querer privar ninguém da folia, mas sem também não deixar de aconselhar, seguem nossas orientações.

 

É o beijo que transmite doenças?

Não, definitivamente não é (inclusive, beijar mexe com os músculos da face, com os batimentos cardíacos, diminui o hormônio do estresse e tem outros benefícios para a saúde; beijar é bom, né gente?). Mas, como nem tudo na vida são flores, o beijo é nada mais que uma troca de salivas. Se alguma das pessoas estiverem com vírus ou bactérias presentes na saliva, irá acabar contaminando a outra pessoa que não tem nada.

 

Principais doenças transmitidas pelo beijo

Na possibilidade de contaminação de vírus, bactérias ou fungos pela saliva trocada durante o beijo, a gente torce para que a imunidade da pessoa infectada esteja alta e combata o ser estranho. Caso o micro-organismo vença a “batalha” contra nossas células de autodefesa, certas doenças podem se desenvolver na pessoa, como herpes labial, cárie, mononucleose, HPV, meningite, sífilis, hepatite A, candidíase, gripes ou resfriados, catapora, caxumba dentre outras.

 

Mononucleose, a “doença do beijo”

Sem deixar de lado as doenças citadas, vamos falar um pouco mais da mononucleose, enfermidade que tem sido registrada com maior frequência e merece uma atenção a mais. Como dito, ela é contagiosa, causada pelo vírus Epstein-Barr e chamada de “doença do beijo”, provoca fadiga, mal-estar, dores corporais, febre alta, dor na garganta e nos gânglios linfáticos.

Os sintomas podem variar para dor nas juntas, na barriga e manchas pelo corpo, e duram de 15 dias a 1 mês (é um horror, inclusive porque se a doença agravar, o enfermo pode chegar à morte). No caso de sentir algum destes sintomas durante ou após os dias de folia e azaração, é importante procurar atendimento médico para verificar se é mesmo mononucleose e tratar logo, assim o vírus será combatido desde o início.

E não podemos esquecer as doenças sexualmente transmissíveis. Usar preservativo sempre e depois do Carnaval fazer um check up com o médico para certificar se a saúde está ok pode ser uma boa alternativa. Beber muita água para o corpo ficar hidratado, alimentar-se de maneira saudável (a imunidade do corpo agradece estas duas atitudes) e caprichar no filtro solar são conselhos que a gente sempre tem que dar. Desejamos a você muita alegria nos dias de folia, relaxe, curta o momento, extravase sem descuidar da saúde com o corpo, ok?